quarta-feira, 6 de abril de 2016

O dia da estrela cadente

Não me recordo de já ter visto uma estrela cadente.
Mas definitivamente, esta noite se tornou memorável.
Absorta em meus diversos pensamentos, ali, parada, observando despretensiosamente o céu de uma noite quente, me surpreendi quando vi a luz despencando, nascendo e sumindo em uma fração de segundo, trazendo a lembrança de que se faz um pedido nesse momento.
Não pude pedir nada, já conheço o significado de felicidade.
Me veio então, espontaneamente, uma frase:
Eu amo.
Você me pergunta: 'o que você ama'?
Eu amo poder observar o céu e viajar mentalmente pelas nuvens,
poder caminhar da areia até o mar,
poder tocar as plantas e sentir a terra úmida com meus pés descalços.
Amo poder me desconstruir e construir quantas vezes eu achar necessário.
Amo ver o sorriso nas pessoas.
Amo o suave, o moderadamente doce, o iluminado, a consciência plena.
Amo a amizade, a lealdade e mãos dadas. 
Amo pessoas, coisas, animais, cheiros e gostos. 
Eu amo, simplesmente.




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