terça-feira, 1 de março de 2016

O preço do medo

Quase tarde demais eu percebi que o medo me custou caro, sem retorno. 

Se ferir por preocupação antes que alguém (ou alguma situação) o fizesse, é pura tolice. 

E somente depois de chegar à exaustão do sofrimento, próprio e alheio, aceitei
que ser corajoso mesmo é aquele que se entrega sem expectativas. 
Quem ama sem cobranças, que vive sem o pé atras, que deixa fluir seu tempo se preparando para enfrentar uma tempestade real e não o desperdiça remoendo batalhas desnecessárias. 

A prática é diária e dolorosa. 

Alguns dias são cobertos por uma nuvem macia e uma luz dourada e morna.
Outros dias são como todas as tempestades naturais juntas: seu peito em brasa, 
uma chuva torrencial sobre sua cabeça, seu corpo rodando num redemoinho de poeira.


Mas tudo vale a pena, quando a alma não é pequena. 


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