sábado, 24 de setembro de 2016

Up the ladder to the roof

Come with me
And we shall run across the sky
And illuminate the night.
Oh, I will try and guide you 
To better times and brighter days
Don't be afraid.
Come up the ladder to the roof 
Where we can see heaven much better.
Stay with me
And we shall let expressions sing.
Memories of yesterday
Yesterday's broken dreams 
Don't you know, 
they'll all fade away if you'll come.

                      - The Supremes -



quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Esse teimoso sentimento...

Eu brigo com esse sentimento
E ele briga comigo.
É uma relação de ódio e amor.
Eu luto pra manda-lo embora e explico pra ele partir,
Mas teimoso, ele ri de mim,
Senta e faz cara de deboche:
"Me recuso a sair".
Gosto da presença dele, 
É tão divertido e carinhoso,
Me arranca sorrisos aleatórios,
Em momentos inapropriados.
Às vezes expulso ele daqui de dentro, mas na manhã seguinte,
Abro os olhos e ele está lá outra vez.
Não me larga esse danado!
Então a gente fica assim... Eu gosto dele, ele gosta de mim.
Quem sabe um dia ele não enjoa e vai embora. 
Quem sabe um dia eu me desinteressa e deixe a casa pra ele.
A verdade é que só vou descobrir o fim dessa história quando o sr. Tempo decidir...
Até lá, a gente divide a mesma cama, a mesma rotina, as mesmas roupas, a mesma face e o mesmo coração. 

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Peace of Mind

Então chegou um dia em que eu resolvi que não iria conseguir sozinha.

Às vezes, só as nossas armas não são suficientes. E foi aí que resolvi fazer um trabalho em equipe para deixar para trás, um conceito e alguns sentimentos que insistiam em me perseguir.

Hoje, exatamente, acordei me sentindo livre das amarras desse pensamento e sentimento.

Na verdade, o sentimento está lá. Mas é como se fosse um filme, uma peça de teatro muito especial que assisti.

Superação está no tamanho do desejo em transformar.

Neste momento, sinto confiança em enxergar com ternura, sem nenhum pesar, o sonho que parecia ter sido destruído.

É deliciosa a sensação de conforto sobre aquilo que um dia feriu. A sensação de estar no futuro e não mais, presa a um passado sem fim. É um gosto de vitória, de prazer alcançado, de mais um capítulo construído com sucesso.


Isso se chama paz..




domingo, 8 de maio de 2016

Decisões e Ações

Quando você sente que algo precisa ser resolvido, 
um sentimento que te deixa em dúvida se ele deveria estar lá.
O que fazer? O que pensar? 

Um passo em falso e você cai.
Não é simplesmente o medo do fracasso,
mas a certeza de enfrentar o não. 

Qual o sentido da vida?
De Berlim a Londres,
De Tokio a Italia,
Seja lá onde for, 
sempre há a busca. 
Por algo que ainda não sabemos o que é.

Hoje e cada dia mais, eu tenho a certeza de que "o que"
é o amor. 
Sim, que soe sonhador, mas o sentido é o amor. 

Amar incondicionalmente,
amar simplesmente. 

Amar o cheiro, o sorriso, o olhar. 
Amar. 

E então, todos os protocolos caem por terra.
Porque somente amar é o que faz sentido. 

Talvez seja esse o vazio que persegue as pessoas. 
A dedicação, o calor, a endorfina. que nada mais pode proporcionar 
a não ser o amor. 

Ainda não decidi, ainda não controlei sentimentos indevidos, 
só sei que o tempo passa e os momentos também. 

Decidir e agir depende da vibração do instante.
O equilíbrio entre alma x mente x sentimento, 
que grande façanha conquistá-lo. 

Que o tempo corra rápido e traga a aceitação e paz de espírito para compreender as coisas que não voltam jamais. 




quarta-feira, 6 de abril de 2016

A grande obra

O casarão antigo e suntuoso ainda existe na lembrança.
Com suas vigas de madeira maciça e três andares de pura história e móveis nostálgicos.
Os quadros dramáticos e o piano empoeirado no canto da grande sala. 
As paredes com profundas rachaduras, o piso começava a ceder.
Ter vivido brilhantes anos sob "este teto", proporcionou o bem mais valioso que jamais será esquecido, a experiência de vida. 
Porém, havia chegado a hora de substitui-lo por uma nova obra. 
É um processo trabalhoso, que requer paciência e tempo.
Muito desprendimento de tudo o que passou e focar no que virá de mais belo.
O espaçoso terreno, já tomado pela grama alta e densa, merecia um enorme lar, amplo, iluminado, de decoração leve e convidativo.

Repleta de amor, carinho, alegria e compaixão.


O dia da estrela cadente

Não me recordo de já ter visto uma estrela cadente.
Mas definitivamente, esta noite se tornou memorável.
Absorta em meus diversos pensamentos, ali, parada, observando despretensiosamente o céu de uma noite quente, me surpreendi quando vi a luz despencando, nascendo e sumindo em uma fração de segundo, trazendo a lembrança de que se faz um pedido nesse momento.
Não pude pedir nada, já conheço o significado de felicidade.
Me veio então, espontaneamente, uma frase:
Eu amo.
Você me pergunta: 'o que você ama'?
Eu amo poder observar o céu e viajar mentalmente pelas nuvens,
poder caminhar da areia até o mar,
poder tocar as plantas e sentir a terra úmida com meus pés descalços.
Amo poder me desconstruir e construir quantas vezes eu achar necessário.
Amo ver o sorriso nas pessoas.
Amo o suave, o moderadamente doce, o iluminado, a consciência plena.
Amo a amizade, a lealdade e mãos dadas. 
Amo pessoas, coisas, animais, cheiros e gostos. 
Eu amo, simplesmente.




"A Crônica do Vazio"

Era uma tarde de março. 

O piso claro e gelado, refletia o sol tímido que entrava pela janela ampla do salão.

Eduardo sentado na costumeira cadeira, observando com olhos curiosos e desconfiados, à procura de um sinal de vida, de qualquer manifestação que pudesse trazê-lo algum sentimento de acolhimento, qualquer coisa que ele pudesse se identificar e se agarrar, em meio ao salão vazio e estacionado no tempo.

Mas é tudo cinza e silencioso. 
Oco, preso num vácuo dilacerante. 
O único ruído é o do nada, do desalento. 
Do frio sob 30 graus,
Do silêncio do buzinaço, alarmes, campainhas.
Desconfortável para deitar-se e desolado demais para querer manter-se em pé.

Alguém que recosta sobre o espaldar da cadeira à espera que o transe do vazio se vá.

A claridade refletida no chão, não alcança este corpo exausto, de peito dolorido e olhar estático, já seco de outros tempos.

Ele desejava encontrar um grão de alegria sequer, em qualquer símbolo que representasse o acalento, não havia nada ao seu redor. E no fundo, ele sabia que nada viria.

O som dos pneus esmagando as pedrinhas da rua, invadiu seus ouvidos.
Pensou estar sonhando, como se fosse um truque de ilusão, um delírio de esperança.

Era aquele tradicional automóvel preto e brilhante, que não se podia saber o que ele traria ali dentro.

Se traria boas novas ou se mais vazio para completar seu universo inerte.




terça-feira, 22 de março de 2016

A sua forma particular de reagir e sentir.

Nem tudo é exatamente do jeito que enxergamos.
A opinião muda pra cada indivíduo, baseado nas suas crenças e experiências. 

Portanto, não há o certo e o errado, 
existem os diferentes pontos de vista. 

É claro que estou falando sobre opiniões a assuntos aleatórios, não está relacionado à moral ou princípios de cada um.

Falo sobre observar a forma como o ser humano encara a mesma situação de maneiras tão opostas.

Como você enxerga através da óptica dos seus valores e vivências, é completamente diferente daquele que está ao seu lado.

"o que o ser humano tem de comum, é que somos todos diferentes."

Esse é o equilíbrio! 
Não somos programados.
Temos consciência,
mente,
o Eu superior, que alguns chamam de espírito, 
e um corpo.

Repletos de emoções e sensações despertadas e transformadas ao longo dessa jornada chamada vida.

E eu, particularmente, acho bem gostoso pensar e sentir diferente do outro, inclusive de si mesmo, de tempos em tempos, se permitindo a renovação e ressignificação do olhar e ver sobre o mundo...



terça-feira, 15 de março de 2016

Quando você perde a batalha.

Você tenta, mas não é o suficiente.

Alguém, um dia, disse que só existimos na presença do outro.

De fato, vivemos para interagir em sociedade e isso às vezes é delicado.
Corresponder às exigências e expectativas das pessoas está cada vez mais difícil. 
Isso porque, todos temos nossas deficiências. Mas acabamos exigindo demais dos outros. 
Logo, nunca é suficiente. 

A máxima da vida está se perdendo, que creio ser o amor. 

A base da sobrevivência, que é a compaixão, se perdeu quando começamos a lutar bravamente pela individualidade.

Um dia essa batalha cansa. 

Um dia, inevitavelmente você se entrega e aceita que de fato, estamos cada vez mais desestimulados a contribuir por mais harmonia. 

E é nesse momento que cada um, pouco a pouco entra para as estatísticas de pessoas solitárias, infelizes e insatisfeitas. E então, você aceita as "migalhas emocionais" que alguém pode te proporcionar. Por medo da solidão ou por conformismo. 

Aceitamos o "pouco" que a vida pode dar, pode parecer uma visão negativista, mas nesta geração, o 'legal" é ser independente o máximo possível..

Dura realidade, mas aceitar dói menos. 


                                    

terça-feira, 1 de março de 2016

O preço do medo

Quase tarde demais eu percebi que o medo me custou caro, sem retorno. 

Se ferir por preocupação antes que alguém (ou alguma situação) o fizesse, é pura tolice. 

E somente depois de chegar à exaustão do sofrimento, próprio e alheio, aceitei
que ser corajoso mesmo é aquele que se entrega sem expectativas. 
Quem ama sem cobranças, que vive sem o pé atras, que deixa fluir seu tempo se preparando para enfrentar uma tempestade real e não o desperdiça remoendo batalhas desnecessárias. 

A prática é diária e dolorosa. 

Alguns dias são cobertos por uma nuvem macia e uma luz dourada e morna.
Outros dias são como todas as tempestades naturais juntas: seu peito em brasa, 
uma chuva torrencial sobre sua cabeça, seu corpo rodando num redemoinho de poeira.


Mas tudo vale a pena, quando a alma não é pequena. 


terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Melhor escrever do que falar.

Pela primeira vez, eu decidi pensar.

Pensar mesmo. Raciocinar. E não permitir que o sentimento tomasse conta das minhas ações.

É difícil o auto controle. É difícil engolir a seco que sim, você está errado.

Que você errou feio em vários aspectos da sua vida e por muitos e muitos anos.

A transformação começa pela consciência. Começa quando você toma posse do seu sentimento e
segura sua língua ferina dentro da boca e somente se limita a pensar. E de repente, ouvir alguém que poderá te ajudar.

Só quem tem uma tempestade em alto mar dentro de si, sabe como é segurar o barco a punho de ferro pra ele não virar.

E pela primeira vez que eu pensei com todas as minhas forças, eu segurei firme o leme e aguentei firme até a tormenta passar. Não acreditava que isso aconteceria, mas ela passou.

Ela passou porque eu quero ver o sol, quero chegar à praia mais bela e ter sim o direito à recompensa por ter resistido aos trancos e barrancos a tantas lutas e derrotas.

Neste momento, eu faço um favor a mim: me amar e me respeitar.

Fiz tudo o que pude e quis: sofri, me decepcionei, superei, levantei e me esborrachei no chão inúmeras vezes. Ainda que eu não enxergasse o objetivo de tudo isso, hoje eu me permito a receber o que o mundo guardou esse tempo todo.

Hoje eu relembrei, que amor é quando almas se conectam e se completam. Que amor é zêlo.
Relembrei o porquê eu havia esquecido de mim. Havia esquecido que eu precisava de atenção e de cuidados e principalmente de perdão e humildade.

Tempestades, tormentas, dúvidas, ímpeto e destruição são criados e potencializados pela mente.
E hoje eu consegui aquietar o overthinking apenas utilizando o ingrediente mais especial: o amor.