quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Busca

Determina-se os dias pela duração da luz do sol e da noite.
Ao fim de cada período, sob um novo amanhecer, surge um novo dia.
E o que os seres fazem, é buscar novamente.

Buscar felicidade e retribuição nas atitudes diárias,
reconhecimento no trabalho massante e rotineiro.
Buscar acolhimento num abraço ou nas palavras de um amigo,
o conforto para a alma através da família.

Mas no íntimo, todos buscam algo que realmente não conhecem o que é.
O tempo avançando desenfreado, a sede pela busca aumenta.

O prazer gratuito diminui, os estímulos precisam ser cada mais vez mais intensos.
Não se sabe o significado de felicidade, de plenitude, não se conhece o que é que falta para conquistá-los.

Para os que definem claramente um objetivo, a satisfação se torna real.
No entanto, o desejo volta. Mais forte e mais intenso de "quero mais". Mais e melhor.
E a ansiedade não cessa.

O que é, afinal, essa busca apressada?
É a criança interior pedindo atenção?
É o adulto exausto de cobrança suplicando por descanso e prazer sincero?
A mente confusa pela falta de valores e princípios?
A alma amargurada pela frieza e rigidez dos tempos?
Giramos em círculos, por um labirinto dentro de nós.

"Conhece-te a ti mesmo".
E dói reconhecer quem somos na intimidade. Queremos parecer perfeitos.
Mas somos um amontoado de tecidos, ossos, sangue e emoções.

No final das contas, mergulhar em si, pode ser a resposta para todas ou para a maioria de nossas dúvidas...


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